Páginas

2 de janeiro de 2012

Virou o ano, vire e ZERE o taxímetro

taximetro

Filmes que com certeza você já viu:

Time que vem vencendo todas, de repente começa a perder.

Palestrante que se sente super confiante e acha que não precisa mais se preparar, já consegue falar qualquer coisa de improviso e então, num dia qualquer, o assunto não fica tão interessante como já fora outrora.

Equipes profissionais chamadas a um desafio muito grande, que superam todas as metas e obstáculos e, em seguida, começam a ter resultados abaixo do esperado.

Por que essas coisas acontecem? Por muitos motivos, mas também pelo famoso salto alto, pela famosa autoconfiança demais.

Amigo meu tinha um chefe que perguntava a ele: “está tudo certo, você está tranquilo?”. Sim, ele respondia. “Então, se você está tranquilo, eu estou preocupado”.

Acho que ele exagerava. É possível trabalhar de forma relativamente tranquila, tomando todas as precauções necessárias. Não precisamos todos sofrer de gastrite e pânico noturno para termos um bom trabalho realizado.

No entanto, o já citado “salto alto”, o “já ganhei” e, principalmente, o “já fiz antes, fácil fazer de novo” são grandes responsáveis pela queda de performance após uma performance de superação.

Tenho um cliente que todo ano tem o mesmo procedimento na sua convenção anual, com seus vendedores comprovadamente campeões, que batem metas todos os anos, há muito tempo.

Ele comemora, celebra os resultados do ano que passou de forma muito festiva. Mas termina essa parte da convenção falando “ok, parabéns, agora zerem o taxímetro, vamos começar tudo de novo”.

Acho que ele está certo. Sucesso passado não garante sucesso futuro. O mundo muda a todo instante.

A gente começa com um cenário mundial, termina com outro. Economistas pessimistas (quase todos o são) fazem previsões catastróficas e o ano termina maravilhoso. Otimistas se frustram constantemente (mas como são otimistas, continuarão assim).

Mas o que derruba mesmo é achar que, só porque deu certo uma vez, com certeza dará certo de novo. Se deu certo uma vez, sinal que é capaz. Mas, para dar certo de novo, é preciso o mesmo esforço do passado, a mesma dedicação, o mesmo “sangue nos olhos” e a mesma execução eficaz.

Cada campeonato é um novo campeonato.

Não dá para ficar esperando que vai dar certo só porque já deu certo uma vez.

Então, virou o ano, vire e zere o taxímetro.

Feliz construção do seu novo sucesso, agora em 2012 e também em 2013, 14, 15…

 

José Rodrigues Passarinho

0 comentários: