Um amigo meu começou a trabalhar em uma empresa e de cara recebeu um email de uma pessoa antiga na corporação e totalmente desconhecida dele, assim: bem-vindo ao inferno. Juro que é verdade...
Outro amigo resolveu propor ao chefe dele que, já que não era possível mudar a empresa, que se mudasse o departamento deles, onde poderiam construir o melhor dos mundos para se trabalhar. Não funcionou. Os chefes é que eram complicados, não a empresa, ele concluiu.
Muitos reclamam da falta de comunicação, dos jogos de poder, da falta de informação, da falta de cuidados com o subordinado, de não explicar o todo, das fofocas da rádio corredor... Onde estará o problema?
Cada vez mais me convenço que o problema não é profissional, não é corporativo, é humano. Simples assim.
Quem é do mundo corporativo já tropeçou (e às vezes até caiu) por conta de questões nem um pouco corporativas e totalmente humanas, como ódio, rancor, vingança, falta de colaboração, vontade de derrubar, ciúmes, inveja... Bem, dá para citar todos os pecados capitais, aqui.
E isso é muito fácil de entender. Uma empresa não faz nada. Quem faz são as pessoas que trabalham nela. E as pessoas (todas, menos eu e você, é claro) são complicadas.
Quais os problemas de uma empresa? Comunicação, accountability, capacidade de realização, ambiente saudável, clima interno?
Quais os problemas humanos? Comunicação, accountability (por que não), capacidade de realização, ambiente saudável e clima interno (na família, no condomínio, no clube, na igreja... Onde quer que seja).
Se dá para citar os pecados capitais, daria para citar também as virtudes (ao menos as desejáveis) humanas como compaixão, compreensão, perdão, colaboração e por aí vai.
Quer profissionais melhores? Desenvolva seres humanos melhores. Porque como já prega a “gestão por competências”, não só de conhecimentos técnicos vive o profissional.
Não somos outros seres quando adentramos nosso ambiente de trabalho. Continuamos seres humanos, com todas as qualidades e todos os defeitos também.
Vamos tentar corrigi-los não só no nosso mundo fora da empresa, mas lá dentro da corporação também.
José Rodrigues Passarinho
(imagem: dreamstimefree_3252307)
2 comentários:
É tudo! As empresas tem um longo caminho a percorrer ainda, de muita aprendizagem pela frente. É importantíssimo a formação, mas acima de tudo é preciso que elas tratem seus colaboradores com mais respeito, com mais educação, masi dignidade Muitas ainda não conseguiram perceber...
E muitas vezes as únicas coisas que o profissional deseja são respeito e educação, situações básicas da condição humana. Há muito o que aprender.
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