Na maioria das empresas, estagiário é uma mão de obra barata e com baixíssimos custos trabalhistas. De quebra, o estagiário “se vira”, aprende alguma coisa e põe mais um carimbo no currículo.
Mas não são todas as empresas assim e isso está mudando para melhor.
Como no caso da Vale, que ampliou e melhorou seu programa de estágio e contratou a LAB SSJ para treinar seus supervisores por todo o Brasil, programa do qual tenho o prazer de fazer parte como instrutor, como facilitador.
Estagiário é um excelente celeiro de trainees e futuros profissionais da empresa. Se efetivados, já começam aclimatados, aculturados, prontos para trabalhar, com mais afinidade e com melhor conhecimento dos processos.
Ok, na atividade de estagiário pode até ter um pouco de “quebra-pedras”. Mas que essa atividade não tão nobre (mas importante) seja inserida em uma ambientação, em uma contextualização, para que ele aprenda e não apenas faça.
É preciso inserir o estagiário na agenda do supervisor, nas suas prioridades, porque se deixar para “quando der tempo”, esse tempo nunca virá.
Um plano de estágio é altamente recomendável, com metas, habilidades a serem desenvolvidas, treinamentos, cursos e feedback personalizado (daqueles em que se separa a razão da emoção).
Cuidar adequadamente do programa de estágio é uma enorme responsabilidade social também. Afinal, trata-se muitas vezes da primeira experiência profissional de um jovem e essa experiência vai deixar marcas.
Para exemplificar a importância dessa primeira experiência, tente se lembrar dos seus primeiros estágios. Quais as pessoas que influenciaram você no início da sua carreira e por quê? Você vai se lembrar de atributos como atenção, envolvimento, acompanhamento, coach, dicas, feedback às vezes até não tão bons mas muito úteis e, muitas vezes, um início de amizade que perdura até hoje.
Eu tive ótimos chefes em estágios e tive péssimas experiências também. Aprendi muito nos dois jeitos, mas as boas experiências foram melhores (mesmo quando não eram fáceis). Deixo minha homenagem aqui a um dos meus primeiros chefes, nas épocas de estágio (faz tempo!!!), Norberto Chamma, fundador e CEO da Und Corporate Design. Ele cuidava de todos na empresa, tinha tempo para explicar contextos, ensinar técnicas. Eram ótimas as sessões de café com os pés sobre a mesa, na sala dele, ouvindo suas histórias.
O que eu lembro dele? Atenção, envolvimento, acompanhamento, coach, dicas, feedback às vezes até não tão bons mas muito úteis e, sem dúvida, o início de amizade que perdura até hoje. Valeu, Lelé!
José Rodrigues Passarinho
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