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22 de maio de 2011

Vivência é tudo em um treinamento

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Símbolo do DGI.


No sábado passado, participei de um treinamento organizado pela Eagle’s Flight. Fui só para acompanhar e não para fazer a facilitação. Apresentei o programa e aprendi muito com o que vi.


A empresa era a Nossa Caixa Desenvolvimento e o programa era o DGI, o Despertar do Guerreiro Interior.


Neste programa motivacional, o Sensei Ricardo Kanashiro, faixa preta quarto grau em Aikidô, mostra, por meio de exercícios desta arte marcial, como enfrentar, desviar, ou mesmo montar estratégias diferentes para se livrar de obstáculos na nossa vida, seja ela profissional ou pessoal.


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Tudo começou com uma apresentação de Taikô, pelo Grupo Himawari. Para o clima ficar melhor ainda.


No final, o grande objetivo é quebrar uma placa de madeira com um golpe. Isso é associado a superações pessoais.


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No final, quebra-se uma madeira com um golpe. O que parece impossível, acaba sendo realizado por todos.


No fim da manhã, um diretor da Nossa Caixa me disse que todo o tema trabalhado poderia ser apresentado em um Power Point, em um treinamento convencional, mas que com certeza não seria a mesma coisa. Sem dúvida.


As pessoas saíram rindo, emocionadas, comentando tudo o que vivenciaram naquela manhã de sábado.


Vivenciaram! Essa é a diferença.


Ninguém aguenta mais um treinamento longo, pesado, com dezenas de slides de apresentação, onde o foco principal está só no conteúdo.


Oras, o conteúdo é importante, é sério, deveria ser suficiente, afinal somos todos racionais.


Ocorre que, pelo racional não se consegue convencer muita gente. Num caso assim, o instrutor faz de conta que ensina e os participantes fazem de conta que estão prestando atenção.
Isso é desperdício de dinheiro da companhia, que está patrocinando um treinamento ineficaz e de tempo de todo mundo.


Dizem pesquisadores, que o cérebro se desenvolveu de baixo para cima. A parte mais antiga (a base) do nosso cérebro é parecida com dos animais. Regula funções básicas como respiração e metabolismo. O cérebro foi se desenvolvendo para cima, surgindo os centros emocionais, os sistemas límbicos. Só após é que surgiu o neocórtex, o cérebro pensante. Primeiro veio o vital, depois o emocional e depois o racional.


Esse seria um dos motivos porque aprendemos mais quando tem emoção envolvida. Ainda não acreditamos totalmente no nosso cérebro racional…


Portanto, é  preciso criar estratégias diferenciadas, programas envolventes e que incluam vivências, experiências, participação. Como no caso do DGI que assisti no sábado.


Esqueçam o auditório com um falador lá na frente. É preciso interagir, vivenciar, testar, motivar. Com foco não no descarregamento de informação e sim no aprendiz, em como tornar mais eficaz seu aprendizado.


José Rodrigues Passarinho

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