Sair de uma empresa é uma arte.
Tanto faz se foi por pedido seu ou se foi a famosa reestruturação administrativa do setor…
Recentemente, orientei uma estagiária a sair de um estágio que não a deixava feliz.
O descontentamento era grande e sabe como é essa Geração Y… Se não estiver agregando, perdem o interesse e vão atrás de coisa melhor.
Disse a ela que estava no começo de sua carreira. Cruzaria com aqueles profissionais diversas vezes na vida dela. Para alguns, ainda teria que pedir ajuda; outros até iriam pedir ajuda a ela. Poderiam virar seus clientes, seus fornecedores… A máxima de que “a vida dá voltas” é uma grande verdade.
Então, não valeria a pena “sair atirando”. Ela deveria preservar contatos, amizades, relacionamentos. Tanto para ser ajudada, como também para ajudar. Estamos todos no mesmo barco!
Todos já acompanharam, nas suas carreiras, sobes e desces vertiginosos. Clientes virarem fornecedores e fornecedores virarem empregadores. Aliás, eu mesmo pude contar com velhos colegas, clientes, fornecedores, que viram parceiros, empregadores, funcionários, investidores e até sócios!
Já contratei e dispensei profissionais ao longo da minha carreira e já tive reações positivas e negativas.
Ajudei e fui ajudado diversas vezes. Fiz indicações, contatos, aproximei negócios. É assim com todo mundo. Mas para isso, é preciso preservar relacionamentos.
Portanto, se precisar sair, por vontade própria ou não, saia… Mas saia sempre bem. Primeiramente, porque é mais humano… E mais útil também.
José Rodrigues Passarinho
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